Ser mãe é incrível… e também um turbilhão de sentimentos bipolares
O post de hoje vou tocar em um assunto não muito falado na maternidade: a bipolaridade de ser mãe. 

Amo ser mãe. 
Provavelmente tu também. 

É o sentimento mais gratificante, grandioso e inexplicável. Nunca ninguém conseguirá por em palavras exatamente, o quanto é o sentimento mais bonito e puro desta vida.

Mas bipolar. - porque nós amamos a nossa função natural que a vida se encarregou de nos dar. Amamos com todas forças os nossos filhos, cada detalhe, cada riso, choro, cada palavra… - mas queremos parar para respirar. 

Queremos dar o nosso melhor diariamente, e terminar o dia, deitar a cabeça na almofada sem a sensação que podíamos ter feito melhor. Qual melhor? O que fazemos diariamente é o melhor. 

Não falo do que dás de bens materiais, mas de exemplos diários uteis para a criação. Até porque os nossos filhos para serem felizes não precisam de muito. Não se lembraram dos brinquedos mais caros que lhes compraste… Da roupa de marca que viste naquela loja toda catita e lhe trouxeste… Eles vão se lembrar do dia que lhe deste imensos beijinhos, dos ensinamentos, se tiveste presente naquela apresentação da escola, daquele abraço apertado quando o mundo dele ruiu… De verem os pais felizes…

De querermos um tempo para respirar, só para nós, mas não conseguimos virar as costas para o que tem que ser feito dentro de casa, porque somos muitas das vezes o motor dela. Dos nossos. 

É querer tirar um tempo em casal e não ter coragem para deixa lo com alguém para desfrutar, porque por um lado estamos a tirar tempo ao tempo para aproveitar com eles e pensar que se está a falhar. Esse maldito sentimento de culpa que nos persegue. 

É sentir um vazio quando estamos longes deles, mas sentirmos presas quando nos perdemos nas mil e uma tarefas do dia a dia. 

É comprar algo para nós com culpa, porque todas as vezes que vamos comprar para nós, temos que trazer para eles. 

É o caos se instalar nas nossas rotinas e desejarmos fugir, e quando estamos para fazer as nossas malas, fazermos as malas para eles também 😅

É derreter por dentro numa traquinice, enquanto devíamos manter a seriedade.

Podia continuar…
Uma bipolaridade constante. 
Uma bipolaridade mais ou menos benéfica. 

A mistura de sentimentos que nos irá percorrer uma vida inteira. 

Lea

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